Léxico: «módico»

Outro mistério

 

      «A entrevista é rara e por isso Paulo Portas faz questão de explicar o porquê de ter acedido ao convite da jornalista Maria João Avilez, no Público: “As eleições presidenciais estão à porta e achei que talvez fosse relevante — para lá da espuma dos dias e de alguma gritaria — fazer uma interpretação, como me pediu, do mandato do atual Presidente, que apoiei e em quem votarei”. É que o ex-líder do CDS diz que “conhece pessoas com dúvidas e reservas legítimas”, daí a importância de “recentrar os factos lembrando o que é — e o que não é — um chefe de Estado, e apelar a um módico de racionalidade numa discussão que frequentemente é apenas de estilo ou forma”. “Pareceu-me um contributo possível”. Para isso e para explicar a importância dos “ciclos” políticos, que tantas vezes se sobrepõem às “pessoas” políticas» («Paulo Portas espera de Marcelo “um afeto mais atento” no segundo mandato (quando houver o “declínio da esquerda”)», Rita Dinis, Observador, 18.10.2020, 10h57).

      Este é outro mistério: não se lê aqui e ali «um módico de», isto, aquilo? Lê. E está nos dicionários como substantivo? Não está. Quem não se lembra de o ler em Vasco Pulido Valente? Onde, a propósito, Paulo Portas o terá ido beber.

 

[Texto 14 185]

Helder Guégués às 10:00 | comentar | favorito
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