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Linguagista

Léxico: «motocisterna», de novo

Continuamos a ignorar isto?

 

      Talvez dia sim, dia não, aparece no Jornal de Angola, ora bem, ora (impensavelmente) mal escrito. «Um total de 20 moto-cisternas foram distribuídas nos dez municípios da província da Lunda-Norte para facilitar a distribuição de água potável às populações, neste período de Estado de Emergência, devido à pandemia da Covid-19. [...] A água potável, lembrou Ernesto Muangala, é crucial para o reforço das medidas de prevenção contra a Covid-19. Por isso, acrescentou, as autoridades municipais devem certificar que a água é distribuída aos destinatários para os quais o Estado adquiriu as moto-cisternas» («Motos-cisterna levam água às populações», Victorino Matias, Jornal de Angola, 30.04.2020, p. 5). Escreve assim cinco vezes. Mais: «Um total de vinte motoscisterna foi entregue ontem às 11 administrações municipais da província do Huambo, para garantir o abastecimento de água potável, no sistema porta-a-porta, às comunidades residentes em áreas críticas e de difícil acesso» («Mais de quatro mil pessoas sensibilizadas sobre a doença», Marcelino Wambo Adolfo Mundombe, Jornal de Angola, 1.05.2020, p. 5). Por vezes, porém, acertam: «Sobre a distribuição gratuita de água, Agostinho Paiva disse que está a ser feita através do sistema de captação de 200 metros cúbicos e de uma motocisterna de mil litros, sendo que nas zonas rurais foram criados alguns furos provisórios» («Município de Xá-Muteba recebe equipamento de biossegurança», Jornal de Angola, 5.05.2020, p. 5). «À reportagem do Jornal de Angola, José João explicou que o camião-cisterna que abastece os lavatórios está avariado, mas assegurou que a situação será resolvida com aquisição, pela Administração Municipal do Kilamba Kiaxe, de duas moto-cisternas» («Lavatórios inoperantes por falta de água», António Pimenta, Jornal de Angola, 16.05.2020, p. 4).

 

[Texto 13 387]

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