Léxico: «neopaganismo | neopagão»

O básico

 

      «O pessoano Richard Zenith procurará depois inventariar as diferenças entre o neo-paganismo de Pessoa, “uma religião para uso dos heterónimos, ou então para um Portugal sonhado como Quinto Império, muito longe do país real” e a intensidade com que Sophia efectivamente “sentia a presença do divino no mundo que a rodeava e na espantosa realidade imediata dos objectos”. Ou seja, Sophia seria a verdadeira neo-pagã, embora reconheça que a procura de religação e de unidade que anima a sua poesia a afastava de um paganismo para o qual – como diz “o verso que Pessoa considerava ser o mais importante de Alberto Caeiro” –, “a Natureza é partes sem um todo”» («Sophia: nada de coisas farfalhudas, nada de aldrabices», Luís Miguel Queirós, Público, 20.05.2019, p. 35).

      Agora até Luís Miguel Queirós tem dificuldades com a ortografia?... Estamos bem, estamos. No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, nem neopagão nem neopaganismo.

 

[Texto 11 392]

Helder Guégués às 08:26 | comentar | favorito
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