Léxico: «novelização»

E, contudo, usa-se

 

      «Quando foi inventada – no tempo em que só havia jornais – a comunicação social servia para informar o leitor acerca dos principais factos novos de interesse público. Na era presente da híper-informação [sic], o conceito de notícia é tão amplo e maleável, ao sabor de agendas e lobistas, voyeurismo e infotainment (a mistura da informação com entretenimento), que as redes sociais, as televisões e o online não têm barreiras à “novelização” da informação, ou seja, a lançar um isco e a pisá-lo e repisá-lo, vezes sem conta, servindo requentado um “prato”, leia-se, um tema, que de repente faz manchete, mas que, na verdade, tarda a ser uma notícia, entendida como algo novo e, por isso mesmo, relevante» («“Estar por horas”: a não-notícia», José Miguel Sardica, Rádio Renascença, 11.07.2018).

      Anda há muitos anos por aí, e até está em alguns dicionários, mas não no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. (Atenção, José Miguel Sardica, escreve-se «hiperinformação».)

 

[Texto 9590]

Helder Guégués às 08:56 | comentar | favorito | partilhar
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