Léxico: «obras vivas/obras mortas»

País de navegadores...

 

      «“O navio tem, em primeiro lugar, que desencalhar e se isto acontecer será então rebocado para o porto de Lisboa. Irá atracar e será alvo de inspeção, sobretudo do que chamamos obras vivas, que é toda a área que está abaixo da linha da água, da parte exterior do navio”, explica Fernando Pereira da Fonseca [porta-voz da Autoridade Marítima Nacional]» («Navio espanhol “já saiu da posição” mas ainda precisa do rebocador», Rádio Renascença, 14.03.2018, 8h07).

      Está explicado. Contrapõem-se às obras mortas, ou superestruturas, que correspondem às estruturas existentes nos conveses. Só é de estranhar que, num país de navegadores, os dicionários não registem estas expressões, que afinal, quando calha, vêm até nos jornais.

 

[Texto 8915]

Helder Guégués às 09:08 | comentar | favorito | partilhar
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