Léxico: «ovelha saloia»

Extintas nos dicionários

 

      «Na Retrosaria de Rosa Pomar, ilustradora feita empreendedora e investigadora da malha nacional, é possível comprar esta fibra natural como quem compra vinho, como se fosse castas: o fio Beiroa só é feito com lã proveniente da Beira Baixa, nomeadamente de ovelhas bordaleiras da serra da Estrela; a marca Cobertor é composta por lã de ovelhas churras nacionais; os novelos João têm na sua composição apenas lã de ovelhas da raça merino branco e merino preto, características do sul de Portugal, sobretudo do Alentejo; a marca Bucos é processada à mão e fiada em fuso manual por mulheres minhotas, a partir de lã de ovelhas da raça bordaleira de Entre-Douro-e-Minho; enquanto o mais recente fio Brusca, que começou a ser comercializado há uns dias, é feito em exclusivo com a fibra proveniente de ovelhas saloias — que, tal como o nome indica, já foram próprias da região de Lisboa, mas hoje já só se encontram em pouco número em alguns pontos do Alto Alentejo» («A lã das ovelhas bordaleiras e churras portuguesas já viaja pelo mundo», Joana Madeira Pereira, Expresso, n.º 2381, 16.06.2018).

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora é que não tem ovelhas destas.

 

[Texto 9424]

Helder Guégués às 16:57 | comentar | favorito
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