Léxico: «pectina/quitosano»

Vejam-se as diferenças

 

      «O investigador [Cesar Cavalcante Filho] explica que optou por desenvolver um sistema polimérico constituído por géis porque “são sistemas de baixo custo, baseados em constituintes naturais, entre os quais quitosano (obtido da carapaça de crustáceos, como caranguejo e lagosta) e pectina (obtida da casca de algumas frutas). São géis promissores, desenvolvidos pela primeira vez neste trabalho e preparados através de metodologias simples”» («Carapaça de caranguejo usada para combater “marés negras”», Motor 24, 23.02.2019).

      Não conheço nenhum dicionário que acolha quitosano. Quanto a pectina, com uma presença esmagadora na indústria alimentar, mal seria que não estivesse dicionarizado. Contudo, a definição de alguns dicionários é simplesmente inútil — nada diz ao falante comum. Apesar de tudo, em 10, a definição do dicionário da Porto Editora merece um 6: «QUÍMICA classe de polissacáridos complexos que se encontram nas plantas e, em particular, nos frutos». O Aulete (que até tem duas acepções) merece 7 ou 8, e o 10 vai para o italiano Treccani: «pectina s. f. [der. del gr. πηκτός «condensato»; v. pecto-]. – Nome generico di polimeri naturali ad alto peso molecolare relativo (fino a 400.000 almeno), solubili in acqua, contenuti in frutti, semi, radici carnose, ecc. dei vegetali superiori, e di alcuni in particolare (agrumi, mele cotogne, barbabietole, carote); chimicamente le pectine sono costituite di catene lineari di acido poligalatturonico esterificato in grado più o meno alto con alcol metilico o con acido acetico, munite di catene laterali formate da varî zuccheri; hanno grande tendenza a gelificare, specialmente se si trovano in ambiente leggermente acido e in presenza di zuccheri. Si ottengono industrialmente dalle polpe residuate dall’estrazione di succhi di frutta o dalla preparazione dello zucchero di barbabietole; ben depurate, si presentano come polveri quasi bianche. Vengono usate come gelificanti e addensanti in prodotti alimentari (marmellate e gelatine di frutta, gelati, budini, creme), cosmetici e farmaceutici (gelatine, creme); nell’industria tessile come adesivi, bozzime e appretti; in medicina come emostatici e antidiarroici e come veicoli ritardanti l’assorbimento di farmaci.»

 

[Texto 10 863]

Helder Guégués às 09:21 | comentar | favorito
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