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Linguagista

Léxico: «quimérico»

É bem real

 

      «Deu-se mais um passo na investigação de embriões quiméricos. Em experiências ex vivo, uma equipa de cientistas na China e nos Estados Unidos conseguiu injectar células estaminais humanas em embriões de macacos. Três deles desenvolveram-se até ao 19.º dia. [...] A longo prazo, a equipa espera ainda usar quimeras não só para estudar o desenvolvimento humano inicial e doenças, mas para desenvolver também novas abordagens para se testarem fármacos» («Embriões quiméricos de humano-macaco gerados em laboratório», Teresa Sofia Serafim, Público, 15.04.2021, 17h23).

      Então não sei: foi a 16 de Agosto de 2019 que sugeri à Porto Editora a inclusão deste sentido de quimera no âmbito da biologia. Aparecia somente como termo da botânica e, naturalmente, com outra redacção. Agora o problema é outro: o adjectivo quimérico tem apenas uma acepção, e não suficientemente genérica que abranja cada umas das acepções de quimera — «que não é real; imaginário; fantástico». Não pode ser. Isto precisa de conserto.

 

[Texto 14 971]

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