Léxico: «rusga»

Aqui não há polícia

 

      «Com a presença de dezenas de produtores nacionais e expositores de produtos regionais e artesanato, durante os dias em que decorre a feira o Pavilhão de Feiras e Exposições será invadido por sabores fortes e aromas condimentados, aos quais se somam rusgas, arruadas, workshops, showcookings, provas de vinho e muita animação» («Delícias do sarrabulho. Ponte de Lima», Rogério Chambel, «Sexta»/Correio da Manhã, 31.01-6.02.2020, p. 40).

      Parece que todos os nossos lexicógrafos têm de consultar a página 85 do 1.º volume da obra Artesanato Tradicional Português: Costa Verde, de Eglantine Morais de Lima e Rui de Abreu de Lima (Lisboa: Secretariado de Lisboa Capital do Artesanato, 1995) para saberem o que são rusgas populares. Vá mais um exemplo, para solidificar: «Madalena Valente tinha seis anos quando surgiu a Feira das Colheitas e lembra-se de ficar deslumbrada com o viço das hortaliças, com o tamanho dos melões e melancias que só nessa data via à venda, com os aplicadores de agrafos em cerâmica partida, os panos de Esmoriz, o despique entre rusgas e bandas, os carrosséis de cadeiras no ar e as donzelas aprumadas junto aos carrinhos de choque» («Arouca. Há uma Feira das Colheitas, das memórias e da identidade», Alexandra Couto, «Fugas»/Público, 29.09.2019, p. 15).

 

[Texto 12 842]

Helder Guégués às 09:15 | favorito
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