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Linguagista

Léxico: «subestação»

Como que incompleta

 

      «Menos percepcionado pelos passageiros será a construção em Sete Rios de uma subestação (equipamento que recebe energia eléctrica de alta voltagem e a transforma para a fornecer aos comboios através da catenária) para abastecer a Linha de Cascais. Implicará a instalação de um feeder (linha de alimentação) que, partindo de Sete Rios e subindo até ao Alvito, descerá por um pilar da Ponte 25 de Abril a fim de levar a energia eléctrica à catenária da Linha de Cascais» («Linha de Cascais com infra-estrutura e comboios novos até 2023», Carlos Cipriano, Público, 14.08.2020, p. 20).

      Está no dicionário da Porto Editora: «estação secundária numa rede de distribuição de energia eléctrica, onde se faz a transformação da corrente e se fiscalizam as linhas». Só uma pergunta: que transformação? Para quem lê a definição, não é claro. É como se o redactor da definição tivesse sido acometido por doença súbita e não voltasse a trabalhar. (Claro que seria melhor se o jornalista optasse por alimentador em vez de feeder, que até está nos dicionários.)

 

[Texto 14 688]

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