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Linguagista

Léxico: «barbela e espelta»

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      «No caso do trigo espelta, é uma variedade da civilização Estrusca [sic] nunca cultivada em Portugal e que faz parte da dieta romana. Já o trigo barbela é bem português, de Bragança, e a sua utilização tem vindo a ser recuperada, nomeadamente para o fabrico de pão» («O chef nepalês que faz pizzas com trigo em vias de extinção no Ribatejo», Céu Neves, «DN Ócio»/Diário de Notícias, 28.06.2019).

      Barbela está, por sugestão minha, no dicionário da Porto Editora desde o início de 2017: «diz-se de uma variedade de trigo-mole». Mais duas palavras e seria perfeita esta definição: «diz-se de uma variedade portuguesa de trigo-mole panificável». Diga-se também que no VOLP da Academia Brasileira de Letras — e em muitos textos portugueses com décadas — regista trigo-barbela. A definição de espelta precisa de uma alteração semelhante, pois está assim: «BOTÂNICA designação de uma planta (Triticum spelta) da família das Gramíneas, de grão muito nutritivo, que germina em solos pobres e é cultivada desde a Antiguidade». Aqui, diria «de grão muito nutritivo de que se faz farinha para pão». Sem constrangimentos de espaço, as definições não deviam estar reduzidas ao mínimo.

 

[Texto 11 643]

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