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Linguagista

Léxico: «transistórico»

E por isso a sugiro

 

      «Poucos poetas seus [de Pedro Tamen] contemporâneos terão revelado uma tão grande mestria no aspecto musical do poema. Sem cair no estetismo gratuito, esta poesia incide com enorme eloquência na realização vocal da língua, onde triunfam as leis clássicas da harmonia, da beleza, do equilíbrio e da justa medida. Se quisermos utilizar duas grandes categorias estéticas de valor transhistórico, o apolíneo e o dionisíaco, diremos que a poesia de Pedro Tamen está essencialmente do lado do apolíneo, todos os seus impulsos opõem-se à experiência do caos, da desordem, do informe» («Uma subtil tonalidade clássica», António Guerreiro, Público, 30.07.2021, p. 33).

      Não acredito que António Guerreiro acha mesmo que se escreve daquela maneira. Mas não arrisco a pôr as mãos no lume, como é óbvio, já vi tanta coisa. Tinha duas formas de escrever a palavra — trans-histórico e transistórico —, mas optou por uma terceira via, errada. É esta última variante, transistórico, que devia prevalecer. Estranhamente, a Porto Editora não a acolhe.

 

[Texto 15 397]

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