Léxico: «uade/uádi»

Menos patente

 

      «No cômeço da guerra, o sultão era representado em Meca por um coraixida investido pomposamente no título de xerife alquibir (o grande xerife), cargo então ocupado por Hossaino ibne Ali — o pai daquele Faiçal que vimos expulso de Damasco e depois rei do Iraque, e de Abdalá, príncipe da Transjordânia» (Árabes e Muçulmanos. Greis Sarracenas e o Islão Contemporâneo, quinto livro, Eduardo Dias. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1940, p. 237).

      Já que Montexto anda a reler as Lendas e Narrativas de Herculano, aproveitemos para lembrar o que este autor nos ensinou sobre alquibir e uade. Não, naquela obra Herculano não usa a palavra uade, apenas almuadem (que muitos dos nossos autores e tradutores preferem ver travestida em muezim). Em português, uade deu também, na toponímia, ode — Odemira, Odeleite, Odeceixe, etc., e guade em castelhano — Guadalquivir, Guadalaviar, Guadalete, etc. Claro que nos dicionários não vemos nada disto.

 

[Texto 10 069]

Helder Guégués às 08:53 | comentar | favorito
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