Mais castas

Nos campos, fora dos dicionários

 

      «[A unidade de agro-turismo Cabeças do Reguengo, a 3,2 km de Portalegre] Produz vinhos biológicos – Equinócio e Solstício, branco e tinto, e ainda as marcas Seiva, Respiro e Quartzo, todos com a mesma filosofia de respeito absoluto pela natureza e sazonalidade. Na complexidade das castas locais, que fazem parte dos vinhos de João, há variedades pouco conhecidas como o Moreto, Tinta Grossa, Tinta de Olho Branco, Corropio, Tinta Francesa, Tinta Carvalha, Moscatel Preto, nos tintos e Rabo de Ovelha, Tamarez [sic], Uva Rei, Uva Formosa, Vale Grosso, Excelsior, Salsaparilha [sic] para brancos. Além das mais conhecidas como Trincadeira, Aragonez [sic], Alicante Bouschet, Castelão, Grand Noir para os tintos e Arinto, Assario, Fernão Pires, Roupeiro, Alicante Branco nos vinhos brancos» («O medo não assiste a Albertino», Augusto Freitas de Sousa, TSF, 25.10.2018, 19h37).

      Variedades tão pouco conhecidas, na verdade, que o nosso Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não conhece várias, como, por exemplo, Corropio e Salsaparrilha. (Por acaso, «corropio» está num texto de apoio, referente ao grupo Black Sabbath — mas é gralha.)

 

[Texto 10 194]

Helder Guégués às 08:43 | favorito
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