Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Linguagista

«Maltrato», «achegar»?

Inventadas, só para nós

 

 

    «Parafraseando um texto que o sociólogo Manuel Sarmento co-assina com Natália Fernandes e Catarina Tomás, essa é uma das muitas contradições de um país que pode orgulhar-se de ter uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil e um dos mais elevados níveis de segurança urbana do mundo e ainda leva puxões de orelhas pelo maltrato intrafamiliar e pelo abandono escolar» («Fechados em casa, mas expostos aos mundo», Ana Cristina Pereira, Público, 24.08.2014, p. 18).

    Se não fosse apenas uma forma verbal, seria óptima para quem, qual asno de Buridan, hesita entre «maus-tratos» e «maus tratos». Mas não param aqui as invenções: «Simão e Lucas vivem entre a casa da mãe e do padrasto e a casa do pai, da madrasta e da meia-irmã, situada uma rua acima. Não lhes faz confusão. “As casas ficam perto”, diz o rapaz, escorregando no sofá. “É giro, é um tempo para um, um tempo para o outro”, achega a rapariga.» Está pronta para escrever um romance.

 

 [Texto 4975] 

3 comentários

Comentar post