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Linguagista

Miudezas

Terceira colheita

 

 

   Já aqui estou para a terceira colheita, foi só ir jantar à Espiral e fazer a Avenida Lusíada a 130. 

   «As filhas de “Alexandra Alpha” já eram o pão-nosso-de-cada-dia, graças a deus. É por isso que os jantares de senhoras passaram a ser jantares de gajas. […] Por mim, a revolução sexual está muito bem, sim senhora, o problema é mesmo a revolução do vernáculo. Dama que é dama não diz asneiredo» («“Sei Lá”: quando as “senhoras” passaram a “gajas”», Henrique Raposo, Expresso Diário, 8.05.2014).

     Muitos hífenes, já vimos, é o pão nosso de cada dia. E parece que é um deus menor, o destes ateus. «Asneiredo» está muito bem, só é pena não estar nos dicionários. Não está lá «passaredo»? Então? O escritor português que mais usou «asneiredo» foi, ao que me parece, Alves Redol.

 

[Texto 4522]

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