«Morgadio», de novo

Só não melhoramos se não quisermos

       

      Ainda recentemente aqui falámos do conceito de morgado e de como os dicionários deviam melhorar a sua definição. Mais elementos trazidos hoje pela imprensa: «Maria de Lurdes Rosa, professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, foi distinguida com uma bolsa de 1,6 milhões de euros para estudar a história dos morgadios em Portugal e Europa do sul. [...] Entre os séculos XIV e XVII terão sido fundados cerca de sete mil morgados em Portugal continental e nas colónias. O morgado ou morgadio era uma forma institucional e jurídica de base territorial da nobreza. Não podia ser objeto de partilha e era transmitido ao primogénito varão ou, na ausência de um filho, à filha mais velha. Isso permitia perpetuar a linhagem e manter o território íntegro. Só com autorização do rei era possível vender ou trocar parte desses bens, ou extinguir o morgadio» («Nunca a História de Portugal recebeu tanto dinheiro da Europa», Rádio Renascença, 29.11.2018, 11h00).

 

[Texto 10 378]

Helder Guégués às 14:58 | favorito