Normalistas mexicanos

Isto não é normal

 

      «Na cadeia institucional, Murillo Karam era o elo mais fraco: o seu infeliz desabafo no final de uma tensa conferência de imprensa sobre o caso dos normalistas — “Cansei-me” — fora recuperado como a palavra de ordem dos protestos antigovernamentais. “Cansamo-nos da violência, da corrupção, da injustiça”, repetiram os manifestantes em marchas sucessivas, atirando a popularidade do Governo de Peña Nieto para o mínimo histórico» («O México prendeu o narcotraficante La Tuta, o seu inimigo n.º 1», Rita Siza, Público, 28.02.2015, p. 26).

      Quase por milagre, o vocábulo «normalista» ainda se mantém em alguns dicionários, como no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: «aluno de uma das antigas Escolas Normais, mais tarde chamadas Escolas do Magistério Primário». Acontece, porém, que as do artigo são no México, e com algumas particularidades: são rurais e dirigidas para filhos de camponeses ou de famílias muito pobres. Poucos serão os leitores que sabem do que se trata, e por isso a opção (por dificuldade de tradução?) da jornalista foi errada. Infelizmente, estes deslizes nunca vão para a secção «O Público errou».

 

[Texto 5611]

Helder Guégués às 13:08 | favorito
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