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Linguagista

O AO90 visto da academia

Ficámos (mais) aleijados

 

      «Ficámos aleijados a escrever em português. Por determinação da lei que impôs o Acordo Ortográfico como medida política de aproximação com os países de língua oficial portuguesa. Os quais, afinal, enjeitam tal medida, pois não o adoptaram! E aleijados também porque ninguém entre nós sabe escrever segundo o Acordo, tão impossível de fixar ele é, ilógico nas suas regras, infinidade de excepções e hipóteses de escrita múltipla. Não se consegue fixá-las, é preciso decorar o que está correcto e o que não está! Não há hoje quem saiba escrever em Portugal segundo o Acordo: escrevem os correctores automáticos (ditadores mecânicos da linguagem que “faz” cultura: como Deus a fazer um “pato” com o Diabo, num livro de Saramago; como a locutora da TV que lança um “réto” (“repto” quis ela dizer, e não “recto”) ou como o aluno que, lendo sobre “a Imaculada Conceção”, passa a escrito como “Imaculada Concessão” — exemplos sem fim, que parecem anedota, se é que tudo isto o não é» («Língua Portuguesa: a hora da esperança», Maria Alzira Seixo, Público, 25.02.2014, p. 43).

      Um pouco repetitivo, trapalhada com os parênteses, alguma caricatura e anedota, mas fica a opinião.

 

[Texto 4129]

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