O jornalismo que temos

Devem estar a brincar

 

      Agora uma notícia da Madeira: «A estrada que liga a via rápida junto ao túnel de acesso ao Faial até ao centro do Porto da Cruz volta a preocupar os moradores das proximidades e transeuntes. Mesmo em frente à casa onde nasceu um dos homens fortes do 25 de Abril e antigo Presidente da República, general Marechal Spínola» («Estrada Marechal Spínola ameaça desmoronar», Jornal da Madeira, 6.12.2018, p. 5).

      Perante tantas trapalhadas, não me admira que queiram salvar o jornalismo. Eu ajudo de várias formas, mas convinha que o jornalismo se ajudasse a si próprio. Era bom que só tivesse de lembrar que é homem-forte que se escreve. Oh, infelizes! António Sebastião Ribeiro de Spínola não nasceu na Madeira, mas sim na Rua Serpa Pinto, n.º 100, Freguesia de St.º André, em Estremoz, Alentejo (aqui, e lá está a lápide). Muito perto, por sinal, do Regimento de Cavalaria 3 (RC3), onde em 1961 realizou o aprontamento para Angola do Grupo de Cavalaria 345, cujos êxitos contribuíram para que sete anos mais tarde fosse escolhido para governador e comandante-chefe das Forças Armadas na Guiné.

 

            [Texto 10 410]

Helder Guégués às 10:35 | comentar | favorito | partilhar
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