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Linguagista

O plural dos apelidos

Lembremo-lo de novo

 

      Mais uma vez, porque a batalha não está ganha, nem nada que se pareça: «Os filhos e netos dos Fragas Botelhos, dos Vieiras Cabrais, dos Silvas e Quirogas, dos Brandões, Toscanos, Abreus, Sotto-Mayores, Taipas, Lagos, Azevedos, Borges, Freires, e muitos mais ilustríssimos apelidos daquele viveiro e seminário da fidalguia portuguesa, comemoravam com desculpável vaidade o primor de seus antepassados na esgrima de espada e lança, no brilhantismo das armas, nas galas das librés e guarnições, nas pompas dos carros, no garbo dos ginetes arreados de ouro e prata, e — terminando por onde devêramos principiar — na louçania das damas inspiradoras das incruentas proezas» (O Santo da Montanha, Camilo Castelo Branco. Lisboa: Parceria A. M. Pereira, 1972, pp. 57-58). Devia ser ao contrário, mas somos nós que nos devemos refocilar aqui e não alguns dos gramáticos que nos calharam em sorte.

 

[Texto 15 608]