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Linguagista

O que aí vem

Agora sim

 

      «A escritora Marieke Lucas Rijneveld recuou e desistiu de traduzir para holandês o poema recitado por Amanda Gorman na cerimónia da tomada de posse do presidente norte-americano Joe Biden. A decisão foi anunciada via rede social Twitter, depois de uma onda de críticas por a editora ter escolhido uma mulher branca para traduzir o trabalho de uma negra» («Marieke Lucas Rijneveld desiste de traduzir poema de Amanda Gorman por não ser negra», Sónia Simões, Observador, 2.03.2021, 3h23).

      Olha se a moda paranóica chega cá. As editoras vão ter de alargar o quadro de colaboradores. A obra foi escrita por um homossexual? Chama-se um tradutor homossexual. O autor é negro? Venha de lá um tradutor negro. A autora é judia? Abram o ficheiro de tradutoras judias. Etc. Um tradutor causasiano heterossexual corre o risco de ficar sem trabalho. E se isto chega aos revisores?

 

[Texto 14 771]