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Linguagista

«O/as mais das vezes»

A maior parte das vezes

 

      «Pois, para o que acontece apenas o mais das vezes, com pressupostos compreendidos apenas grosso modo e segundo uma sua caracterização nos seus traços essenciais, basta que as conclusões a que chegarmos tenham o mesmo grau de rigor» (Ética a Nicómaco, Aristóteles. Tradução do grego de António C. Caeiro. Lisboa: Quetzal Editores, 2004, p. 21). Para mim, era assim e só assim: o mais das vezes. Por substantivação do pronome indefinido quantitativo, como ocorre com outras expressões, era a esta formulação que chegava. Tenho agora de reconhecer que, por atracção, o mais pode concordar em género e número com o substantivo ou pronome pessoal que entra na expressão. Assim: «Na Gália, [Júlio César] saqueou os santuários e os templos dos deuses, repletos de oferendas, e quando arrasou cidades, as mais das vezes foi para se apoderar dos despojos, não por represálias; por isso chegou a regurgitar de ouro, que vendeu em toda a Itália e nas províncias à razão de três mil sestércios a libra» (Os 12 Césares, Suetónio. Tradução e notas de João Gaspar Simões. Lisboa: Editorial Presença, 1963, p. 40).

 

[Texto 6213]

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