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Linguagista

Ortografia: «call center»

Assim defendem a língua

 

      «Mas os defensores do “sim” no referendo recusam esta associação: “Eu trabalho num call-center, recebo 600 euros, e estou aqui”, diz uma jovem de cabelo curto que não quer ser identificada. “Se o ‘não’ ganhar, se calhar não tenho sequer trabalho. Nem eu tenho trabalho, nem talvez os meus pais tenham, e os meus avós poderão não ter reforma, ou esta desvalorizar ainda mais. E se eu posso emigrar, eles já não conseguem. É muito fácil ser do contra, mas o que propõem? A União Europeia nunca vai aceitar um acordo muito melhor.”» («Afinal, está tudo aberto em Atenas 
e em Bruxelas ainda se negoceia», Maria João Guimarães, Miguel Castro Mendes e Sofia Lorena, Público, 1.07.2015, p. 3).

   Se repetem os erros, tenho de repetir os avisos: sigo o que se recomenda no livro de estilo do jornal inglês The Times: «Call centre noun, two words; hyphen as adjective, eg, call-centre manager». O mesmo se recomenda, já aqui o vimos, em relação a fast food/fast-food. Devo ainda lembrar (ou, como diria certo crítico literário praticante do tarzanismo, «dizer ainda») que melhor seria traduzir a expressão para português. Centro de atendimento telefónico, ou mesmo apenas atendimento telefónico.

 

[Texto 6010]

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