Ortografia: «contraponto»

E revisores, nem vê-los

 

      «Spock era um ser meio vulcano, meio humano, membro da tripulação da USS Entreprise, a nave especial que tinha por missão explorar novos mundos por mandato da Federação dos Planetas. Era o cientista racional para fazer contra ponto ao aventureiro capitão James T. Kirk (William Shatner)» («A vida longa e próspera de Mr. Nimoy», Joana Amaral Cardoso e Marco Vaza, Público, 28.02.2015, p. 28).

       Não parece gralha (como na página 24: «Será uma revolução num reino onde, apesar de ter havido quase sempre um terceiro partido na orla do poder, o sistema era classificado como bipardidário.»), e por isso tem de se dizer: é contraponto. Ou, quem sabe, talvez seja mesmo gralha, pois, mais à frente, lê-se isto, que não pode ser deliberado: «Mas foi ganhando reputação como actor e chegou
 a Star Trek por escolha própria, não como último recurso — podia escolhido ser um leading man numa telenovela, mas preferiu arriscar numa série de ficção científica sem garantia que desse alguma coisa.» E um pouco mais à frente: «“Amava-o como a um irmão. Vamos todos sentir falta do seu talento, do seu humor e da sua capacidade para amar”, escreveu no Twitter William Shatner, aquele que mais vez esteve em cena com Nimoy.»

 

[Texto 5612]

Helder Guégués às 14:01 | favorito
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