Ortografia: «neozelandês»

Nem regras, quanto mais excepções

 

      «O próximo ano marca o centenário da Campanha de Gallipoli (ou Dardanelos), o ataque desastroso dos Aliados (sobretudo, australianos e neo-zelandeses) durante a I Guerra Mundial, que ajudou a forjar a Turquia, depois da queda do Império Otomano: os aliados foram contrariados por um comandante turco, que desobedeceu às suas ordens — Mustafa Kemal, que viria a chamar-se Kemal Atatürk e foi o fundador do país moderno. Por isso, este será o ano de muitas peregrinações — turcas, australianas, neo-zelandesas, britânicas — aos campos de batalha, cemitérios, memoriais, mas também será um bom pretexto para conhecer uma região turca menos habituada aos roteiros turísticos» («Onde vamos em 2015?», Andreia Marques Pereira, «Fugas»/Público, 27.12.2014, p. 6).

      Também nas traduções, é muito raro vê-la bem escrita. É só falta de conhecimento da ortografia (e a preguiça?), mas o curioso é que se trata de uma excepção, pois os nomes de naturalidade ou nacionalidade em cuja formação entram compostos usa-se o hífen. Contudo, este «neo-» é um elemento especial, já que se trata de uma forma reduzida.

 

[Texto 5403]

Helder Guégués às 19:29 | comentar | favorito | partilhar
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