Os Braganças, os Sabóias e todos os outros

Não me calo

 

      «Nascida a 16 de outubro de 1847, D. Maria Pia pertencia à Casa de Saboia, que católica e com créditos de liberal se perfilava como parceira ideal para uma aliança por casamento com os Bragança portugueses (havia também o ramo brasileiro). Casou em 1862 com D. Luís, que no ano anterior ascendera ao trono português por morte do irmão, D. Pedro V. [...] Humberto II, último rei italiano, o último dos Saboia monarcas, reinou apenas um mês em 1946 e exilou-se depois em Cascais, nesse Portugal que foi pátria da sua tia-avó Maria Pia, que terá chegado a conhecer em Turim, pois tinha sete anos quando ela morreu» («Rainha portuguesa nasceu na cidade da Juventus», Leonídio Paulo Ferreira, Diário de Notícias, 24.08.2018, 12h24).

      Leonídio Paulo Ferreira costuma ser mais cuidadoso. «Os Césares gostavam de teatro, como os Braganças da dança» (Vale Abraão, Agustina Bessa-Luís. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2004, p. 206). «Nele me recolho, comovido, junto do túmulo de Rafael, quase modesto se comparado à retórica dos túmulos dos Sabóias» (Aventura Interior, João Bigotte Chorão. Coimbra: Almedina, 1969, p. 69).

 

[Texto 9838]

Helder Guégués às 09:00 | comentar | favorito
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