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Linguagista

Os limites da liberdade

Sem ofensa, ide-vos foder

 

      Que maravilha. O título bastava: «Chamar “palhaços” a PSP não é ofensa». «Entrou na esquadra da PSP de Massamá, em Sintra, para se queixar do preço exigido por um taxista. Depois resolveu apresentar uma denúncia por violência doméstica contra o companheiro. Mas acabou a esmurrar um computador da esquadra e a gritar aos dois agentes que a atendiam: “vocês são uns palhaços”, “não valeis nada”, “ide-vos f...”. A mulher, de 33 anos, foi condenada a 500 euros de multa, pelo crime de injúrias. Mas o Tribunal da Relação de Lisboa veio agora absolvê-la: considerou que as expressões são uma “mera verbalização de linguagem grosseira, ordinária, sendo absolutamente incapazes de pôr em causa o caráter, o bom nome ou reputação dos visados [os dois polícias]”» (Sérgio A. Vitorino, Correio da Manhã, 30.05.2018, p. 13).

      Pronto, estamos esclarecidos. Agora é usar sem medo. Ocasiões justificadíssimas não faltam no dia-a-dia. Ainda na segunda-feira, um municipal de conspecto nazi, a apitar furiosamente no Largo da Luz, levou com umas aceleradelas em Sport +. Abafado.

 

[Texto 9310]

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