Os nossos avôs
Dizem bem
É como muita gente diz (neste caso, como é óbvio, não temos a certeza de que não está por «avós»), e têm razão, como já defendi aqui: «“Ponha a cabeça sem medo. Tem de se entrar na paisagem sonora” — quem o pede é Inês Vidal, uma das curadoras da mostra Já cheira a carvalho das aduelas e a vinhos de armazém. Espreita-se então para dentro da cuba e vêem-se várias embalagens da antiga Sociedade Abel Pereira da Fonseca. Entre elas, há uma garrafa de vinho rosé em forma de cabaça ou uma embalagem de plástico para vinagre marcada pela passagem do tempo. “É uma embalagem que transporta muitas pessoas para a casa dos avôs”, diz Mauro Santos, o outro curador» («Nesta mostra viaja-se até outra Lisboa através de embalagens da Abel Pereira da Fonseca», Teresa Serafim, Público, 28.05.2024, p. 19).
[Texto 19 843]