«Os Rothschilds», pois claro

Já podem emparceirar com os Maias

 

      «Se continuássemos no Estado, não parávamos. Felizmente que o sector privado não nos priva de escândalos. A falência do Banco Espírito Santo (ou de um bocado dele), que prejudicou ou liquidou a vida a muitos milhares de ingénuos, não nos recusou
 o seu quotidiano fornecimento de angústia. O caso (mesmo na cabeça dos responsáveis) tomou as proporções da queda dos Rothschilds» («Desgraças, para variar...», Vasco Pulido Valente, Público, 12.10.2014, p. 56).

      A dificuldade de alguns — e disso me dão conta — é se o apelido já têm s. Ui, ui, grande dificuldade: João Martins, dos conhecidos Martins; Luís Lopes, dos Lopes; etc. Talvez quisessem que se escrevesse «Martinses» ou «Lopeses». A objecção de outros é o apelido no plural soar a qualquer coisa de comum. Santinhos, se são nomes derivados de nomes comuns, que querem? Os Pereiras, e há pereiras; os Soutos, e há soutos; os Silvas, e há silvas; os Ganhos, e há ganhos; os Pontes, e há pontes, etc. Não chega a ser uma objecção séria — é uma tontice embrulhada em presunção.

 

[Texto 5142]

Helder Guégués às 13:57 | comentar | favorito
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