«Pelintro»?!

Repita isso

 

      «Atleta, a fazer ginástica quase profissionalmente, campeão nacional de ténis de mesa, foi-lhe preciosíssimo na Escola do Exército e depois. Deu-lhe aulas de pelintro e, mais tarde, ensinou-o a nadar, quando foi tirar o curso de operações especiais, em Lamego» (General Loureiro dos Santos: Biografia, Luísa Meireles. Revisão de Teresa Machado. Lisboa: Temas e Debates/Círculo de Leitores, 2018, p. 22).

      Nenhum dicionário, pelintra ou não, dos muitos que aqui tenho, regista «pelintro». Falando-se de ginástica, e sendo Loureiro dos Santos baixo (1,66 m!) e pouco dado a actividade física, as aulas terão sido de... plinto! Só pode ser. A autora, com a preciosa desajuda da revisora, é que inventou o «pelintro». Na página 13: «No verão, Alice mantinha-a [porta que dava para a rua] aberta até tarde para ter luz, enquanto cozia roupa ou escrevia cartas.» De cozer/coser ouvimos falar logo com seis anos, caramba. Bem, e se tem estes erros — e o «pelintro» é antológico — tem de certeza outros, quem sabe se de igual ou pior calibre.

 

[Texto 9508] 

Helder Guégués às 17:35 | comentar | favorito
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