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Linguagista

Plural dos apelidos, de novo

Afinal, singular ou plural?

 

      O autor até pode ter dúvidas ou não ligar nada à questão, mas no revisor é imperdoável. Tudo exemplos da obra Cidade Proibida, de Eduardo Pitta (Lisboa: Quidnovi, 2007): «Gozava por antecipação com as previsíveis reacções dos convidados dos Ravaras, sabendo que a Matilde e o Ernâni se esforçariam por amortecer eventuais choques» (pp. 34-35). «Renata e Ilídio Mousaco desembarcaram na Portela no dia em que uma horda de trabalhadores da construção civil cercou a Assembleia Constituinte. [...] Gostou dos Mousacos assim que os viu, tratando pessoalmente de os instalar num andar confortável da Haddock Lobo onde ficaram enquanto não puderam escolher outra morada» (p. 48). «Foi no dia do funeral do Alfredo que os Ravara se aproximaram» (p. 50). «Os Ravaras todos deste mundo, mais os Lemos Fortunato e os Moncada, e outros como eles, nunca pisavam o risco» (p. 61). «Acharia que o deslumbrava com a exibição da riqueza dos Ravara?» (p. 62) «Farta da superioridade moral dos Lemos Fortunato, dos maricas pretensiosos que frequentavam a casa de Nora (e que se via obrigada a aturar em certas datas), da empáfia dos doutorecos que enchiam três andares da empresa, do director financeiro que não lavava os dentes, das mulherzinhas obcecadas com ginástica para caberem em fatos MaxMara, e quanto mais MaxMara mais vulgares, da cambada que vivia para o Range Rover e as propinas do Valsassina» (pp. 115-16). «Era vê-los nas festas dos Lemos Fortunatos a filar os empregados do catering» (p. 116). «Cismou que queria ir ao Rio, ocorrera-lhe no hospital que não voltara lá depois de 1967, ano em que os Barrozo do Amaral lhe abriram as portas do céu» (p. 119). «Os Ravara também foram avisados» (p. 129).

 

[Texto 9543]

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