«Por arrasto»

Vai-se repetindo

 

   «Quando José Sócrates o chamou para ministro dos Assuntos Parlamentares pôde finalmente revelar todos os seus dotes estratégicos e, por arrastamento, toda a sua concepção sobre o exercício do poder. Paulo Rangel via nesse exercício “uma lógica maquiavélica, no sentido original do termo”, que se apresentava através da “defesa de um poder puro e duro, na qual os fins justificam os meios”» («Augusto Santos Silva. O “príncipe” que nenhum líder do PS ousou dispensar», Manuel Carvalho, Público, 6.12.2015, p. 10).

    De vez em quando, tenho de voltar a falar de certos erros. Terá Manuel Carvalho algum amigo — ou um colega: Nuno Pacheco, quer fazer o favor? — que lhe diga que a expressão correcta é «por arrasto»? Mas não o incomodem por tão pouco: digam-lhe também que é maoista e maoismo que se escreve. E que uma marca é nome próprio, logo, Alka-Seltzer. E que... Ah, esqueçam.

 

[Texto 6453]

Helder Guégués às 07:39 | comentar | favorito
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