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Linguagista

«Prò», um «caso omisso»

Fica esclarecido, ou não

 

 

      «Um amor algarvio nunca é só um amor de verão. Mas, se não se importam, o lado solar do Algarve fica prò ano» («Os algarvios», Henrique Raposo, Expresso Diário, 15.08.2014).

      Acabaram de me mandar este excerto, por causa do erro. Que erro? «Prò». Não está errado, respondo. «Está certo? Pensava que o acento grave tinha sido banido há muito anos, com exceção da contração de a com a...» Também é uma contracção, esclareço. É a contracção da preposição para + o artigo definido ou pronome demonstrativo o. «No Vocabulário Ortográfico do Português, do ILTEC, está “pró”.» Está? Ora, ora. Henrique Raposo «adotou» o Acordo Ortográfico de 1990, e por isso talvez não seja uma coisa nem outra... O AOLP90 é «omisso» em relação a esta contracção, leio aqui e ali. Passim. Curiosa opinião... Sendo assim, reafirmo a minha convicção de que os gentílicos continuam a grafar-se com maiúscula inicial. Parafraseando, de novo, Amália, o Acordo Ortográfico é um mistério. Nunca ninguém vai conseguir explicá-lo!

 

[Texto 4946] 

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