«Processo do Marquês»

Talvez «Herão»?

 

      «Houve de facto, há 230 anos, um célebre “processo do Marquês”. Aconteceu dois anos depois de Pombal ter perdido o poder na corte e de os seus fiéis inimigos e alguns desleais amigos terem ocupado os cargos correspondentes no Governo da “Viradeira” de Dona Maria I. O ex-ministro do Reino foi acusado de corrupção e enriquecimento às custas [sic] do tesouro público, sem esquecer todos os seus abusos de poder e repressões ferozes. […] Quem for que tenha dado o nome de “Marquês” ao caso de José Sócrates prestou assim um mau serviço ao processo e ao país. Desde logo porque, para o bem e para o mal, Sócrates não é Pombal. E sobretudo porque o processo do Marquês, há 230 anos, foi o epítome do que este não deveria ser: uma amálgama de sentimentos, arrogância de um lado e desejo de vingança do outro, divisão do país em duas metades incomunicáveis que se foram guerreando, sob diversos disfarces, nas gerações seguintes» («O Processo do Marquês», Rui Tavares, Público, 1.12.2014, p. 44).

   É bom sermos cada vez mais exigentes, mas, caramba, há limites. Como queria Rui Tavares que se designasse a operação? Talvez «Heron Castilho»? Ou só «Heron»? Mas é Héron, e não Heron! E não devia ser Edifício Héron-Castilho?

 

[Texto 5316]

Helder Guégués às 14:49 | favorito
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