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Linguagista

Provérbios e Justiça

A ciência dos cabritos

 

      «O advogado Filipe Neto Lopes vai defender este mês, na Faculdade de Direito de Lisboa, uma tese sobre a relação entre o Direito e os provérbios. [...] Filipe Neto Lopes defende que na área judicial, “muitas vezes é mais fácil chegar aos clientes e outras partes com provérbios”. Como exemplos, aponta os provérbios “tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta”, “quem não deve, não teme”, “quem compra a carne, também tem de levar o osso” ou “entre marido e mulher, não metas a colher”» («​Como os cabritos mantiveram José Sócrates na prisão», Cristina Lai Men, TSF, 7.11.2017, 13h18).

   Já foi, Filipe Neto Lopes, já foi; agora, a dificuldade é as pessoas entenderem os provérbios. De qualquer modo, isso não é sintomático do estado de ancilosamento do sistema? (Olha, olha, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora abana-me as badanas a significar que ancilosamento não existe. Pois, pois...)

 

[Texto 8305]

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