«Quando mais»

Um saber descontínuo

 

      «Já Eugénio de Andrade, acusado por umas quantas más-línguas de se haver abastecido na safra de Homem de Mello, ocultava a coincidência com ele no gozo da herança de García Lorca, e da geração espanhola de 25, quanto mais não fosse no tocante a certas paisagens “verdes”, a do “que te quiero verde”, do “green god”, e do rapaz da camisola da mesma cor. Por simples chalaça, ou para se desculpar, verberava então a escassa cultura do poeta que evocamos hoje, apontando-lhe caricaturalmente o incurso em três erros de ortografia, de cada vez que precisava de escrever o onomástico “Rimbaud”, mas admitindo apesar de tudo admirar-lhe os versos, “às terças, quintas e sábados”» («Um poeta descontínuo», Mário Cláudio, Diário de Notícias, 9.10.2015, p. 56).

      Erro é erro, mas há erros e erros. Diz-se «quando mais» e não «quanto mais», como já vimos várias vezes. Em contrapartida: «Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.»

 

[Texto 6309]

Helder Guégués às 17:19 | comentar | favorito
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