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Linguagista

«Quasinho»

Para os grandes e para os outros

 

      «Leio, numa velhinha Ilustração Portugueza: a 17 de julho de 1916, uma data quasinho centenária, caiu um “grande nevão” em Portugal. E outra velhinha Ilustração Portugueza, ligeiramente mais nova, lembra-me que há mais exatos cem anos, a 6 de maio de 1918, caiu outra vez “um grande nevão na Covilhã”. E ontem os jornais assinalavam: “Serra da Estrela pintada de branco em pleno julho”...» («Trump, Putin, o czar e o frio na Covilhã», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 17.07.2018, 7h00).

      Aqui, convenhamos, não fica nada bem, talvez porque a seguir vem um adjectivo na forma feminina, e a estranheza ainda é maior. Mas sim, pode escrever-se, ou, pelo menos, grandes escritores, como Guimarães Rosa, fizeram-no: quase, quasinho, quasezinho.

 

[Texto 9643]

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