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Linguagista

«Rebaldaria/ribaldaria», de novo

Como se escreve?

 

      «É ribaldaria», assevera também Manuel Monteiro. «Porque nunca se lembraria de ir consultar ao dicionário e se o fizesse seria por duvidar da letra a seguir ao dê (d)» (Dicionário de Erros Frequentes da Língua. Queluz de Baixo: Soregra, 2015, p. 167). Bem, com razão, digo eu, pois já se escreveu rebalderia. «Já deve ter depreendido», dirige-se a nós outros, leitores, «que, além do erro ortográfico, a acepção comum, de mera desordem, não é a mais exacta.» Afirma-o depois de escrever que «ribaldaria é a acção de ribaldo (ambas vêm dicionarizadas), que provém do francês antigo ribalt (ribaud no francês moderno), patife, tratante, malandro ou libertino». E termina: «A Infopédia regista ribaldaria como “velhacaria”.» Bem, esta última parte talvez seja culpa minha: quando, em 2013, sugeri ao Departamento de Dicionários da Porto Editora a variante rebaldaria, nunca pensei que a indicassem apenas como sinónimo de velhacaria. É óbvio que são, em todas as acepções, meras variantes: de ribaldaria, por dissimilação, chegou-se a rebaldaria. Tão-só variantes, uma geralmente de génese popular, como sucede, por exemplo, com moscambilha/mescambilha.

 

[Texto 6000]

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