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Linguagista

Representação da oralidade

‘Tou, sim? É o Zé Mário?

 

      Em declarações ao jornal Observador, José Mário Costa afirma que «‘tá-se bem» é da gíria. Talvez seja da gíria, mas a expressão, não o verbo, que é o único aspecto que pode estar em causa. Para representar a oralidade, ‘tá-se é correctíssimo. O co-fundador do Ciberdúvidas que pergunte, por exemplo, a Malaca Casteleiro, que em gramáticas de que é autor escreve, a propósito da garantia de intercompreensão, «(Es)tá (sim)» e «(Es)tou (sim)». Porque será que aquele obreiro do Acordo Ortográfico de 1990 aduziu estes exemplos? Naquele artigo, diz-se também, mas suponho que é inteiramente da lavra atrevida do jornalista, e está igualmente incorrecto, que para dar a entender que aquela grafia está errada se deve recorrer à pontuação. Que pontuação? Bem, isto serve apenas para matizar as afirmações, para ver as questões de outra perspectiva, não, que fique claro, para sancionar o uso, em todos os contextos e registos, daquela grafia.

 

[Texto 7910]

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