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Linguagista

Rigor jornalístico

E violência musical

 

      Todos pudemos ver Paco Bandeira, mais perto da loucura dos 80 do que da ternura dos 40, a cilindrar 50 mil discos compactos. Cilindrar, sim, pois passava-lhes por cima com um cilindro Ingersoll Rand DD23. No Diário de Notícias, contudo, viram outro veículo: «Contra a pirataria. Contra as estações de rádio que não passam música portuguesa. Foi sob este mote que o conhecido músico Paco Bandeira se apresentou em cima de uma empilhadora, pronto a destruir 50 mil exemplares de discos.» Como nos podemos fiar no que importa, no complexo, se falham tão redondamente em aspectos tão comezinhos?

 

[Texto 8050]

2 comentários

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    Anónimo 25.07.2017 02:01

    Ao curador de bizantinices, que só aparentemente se preocupa com o estado da língua: 
    (i) aparentemente, em português de lei, quer dizer de modo aparente, enganoso, que parece ser, mas não é, e não à primeira vista ou ao que parece, anglicismo semântico com que inquinou a sua frase; 
    (ii) o uso do pretérito perfeito do conjuntivo em embora tenha sido apresentado como uma realidade é galicismo, pois, em português, ao perfeito do indicativo corresponde o imperfeito do conjuntivo, donde quem diz o vídeo, que foi apresentado como uma novidade, tem uns anos, deve dizer o vídeo já tem uns anos, embora fosse apresentado [melhor: se apresentasse] como novidade (a propósito, o uma em uma novidade está a sobrar, talvez também por influência do francês, em que abundam os artigos indefinidos que nenhuma falta fazem em passos como esse).
    Mas é o descuido do hífen que nos vai matar a língua, não é?
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