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Linguagista

Sadus e castas

Sadus e azeiteiros

 

 

    «Metódico, organizado, disciplinado. Assim é Narendra Modi, uma pessoa com uma só dimensão porque, como ele mesmo já explicou, não se desdobra numa vida privada e numa vida pública. Quando era uma criança pobre em Vadnagar (Gujarat), queria ser sahdu, o monge que faz o caminho da penitência e da austeridade até à iluminação. Não foi, mas é como se fosse. […] Narendra Damodardas Modi nasceu na Índia das castas e a sua, a ghanci, estava nos escalões mais baixos» («O  vendedor de chá que vai ser primeiro-ministro da Índia», Ana Gomes Ferreira, «2»/Público, 13.04.2014, p. 10).

    Sadu – o asceta, sábio mendicante na Índia – já esteve em alguns dos nossos dicionários, mas entretanto alguém decidiu, e mal como se vê, que não nos fazia falta. A grafia da casta é, em rigor, ghanchi, como se lê em várias obras sobre a Índia Portuguesa. Era a comunidade dos azeiteiros (oil pressers, para os anglófonos), composta por hindus e por muçulmanos.

 

[Texto 4385]

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