«Sem tugir nem mugir»

Investigações filológicas

 

      «Como leitor deve ter reparado, neste caso, o PÚBLICO estava tão seguro da informação divulgada que, apetece dizer, “nem mugiu nem tossiu”, não obstante a ameaça por parte de responsáveis do Montepio de que iriam processar judicialmente o jornal» («Três queixas, três ilações», provedor do leitor, Público, 2.08.2015, p. 53).

      Tal como a jornalista escreveu «trabalhar de solo a solo», o provedor também acha que pode alterar uma expressão idiomática. Ou estará a fazer-se eco da especulação de Adolfo Coelho, que sugeria que aquele «tugir» estivesse por «tossir»? Sabe Deus. Mas também já houve quem a deturpasse para «sem fugir nem mugir». Há mais formas erradas do que certas, isso sem dúvida.

 

[Texto 6115]

Helder Guégués às 11:38 | favorito
Etiquetas: ,