«Síndrome de encarceramento»

Mas fica a tradução

 

 

      «Ele não esteve em coma. Os 
media têm-no dito assim, mas,
 por definição, não se pode
 estar em coma por mais de algumas semanas. Rom Houben foi mal diagnosticado, como outros doentes que vimos em Liège. Quando um doente não mostra movimentos, mesmo
 que esteja consciente, às vezes pode concluir-se erradamente 
que não está consciente e, infelizmente, isto acontece demasiadas vezes. São os casos de locked-in syndrome [síndrome do encarceramento]. Rom Houben estava completamente paralisado desde que tinha tido um acidente e, portanto, não podia dizer aos médicos que estava consciente» (Vanessa Charland-Verville, neuropsicóloga no grupo de Ciência do Coma e Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Liège, Bélgica, entrevistada para o Público. «“As experiências de quase-morte precisam de estudos com seriedade”», Samuel Silva, 29.03.2014, p. 31).

     Perfeito ­— ou talvez não. Imaginem que a entrevistada falou em francês e disse «syndrome d’enfermement»; ou que a entrevista foi em inglês e Vanessa Charland-Verville o disse em inglês, «locked-in syndrome». Em qualquer destes casos, o jornalista não devia usar a designação em inglês.

 

[Texto 4295]

Helder Guégués às 11:05 | favorito
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