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Linguagista

Sistemas de romanização

Sobre 周恩来 e outros

 

 

      «Nixon e Mao tinham outro interese em comum na altura: restaurar a ordem nos seus respectivos países. Chu En-lai, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Mao, aludiu a isso quando Kissinger fez a sua primeira – e altamente secreta ­– visita a Pequim em Julho de 1971. [...] Nixon visitou efectivamente a China, em Fevereiro de 1972, e estabeleceu imediatamente uma empatia, não só com Chu mas também com Mao Tsé-Tung» (A Guerra Fria, John Lewis Gaddis. Tradução de Jaime Araújo. Lisboa: Edições 70, 2007, p. 157).

      No original, está Zhou Enlai e Mao Zedong, respectivamente. Ou seja, estamos perante dois sistemas de romanização. O autor seguiu o sistema pinyin (e por isso escreve também Beijing) e o tradutor seguiu de perto o sistema Wade-Giles (e por isso também escreve Pequim). Ora, este foi o usado durante quase todo o século XX nos países de língua inglesa. Não é raro, porém, autores portugueses, mesmo no caso de grandes conhecedores das coisas da China, usarem ambos os sistemas, porque não querem destoar na forma de referir personagens históricas chinesas, mas também não pretendem deitar fora nomes com séculos de uso. E, assim, escrevem Mao Zedong, mas não deixam de usar Pequim.

 

[Texto 4272]

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