Sobre «ei-lo»

Merece reflexão

 

    À tarde, a minha filha estava a ver no canal Cine Mundo o filme A Paixão de Shakespeare, de John Madden, maravilhada, acho eu, com o magnificente guarda-roupa. Só olhei uma vez para o ecrã, e a frase começava assim: «Hei-lo, etc.» Não foi preciso ver mais. Mas, na verdade, «eis» não pode ter outra origem senão a forma verbal «heis», e, assim, está incorrectamente classificado como advérbio. E desde quando é que um advérbio se liga por hífen ao clítico? Seja como for, o tradutor só podia andar longe destas cogitações, e o que aconteceu é que se espalhou ao comprido.

 

[Texto 5371] 

Helder Guégués às 22:11 | comentar | favorito | partilhar
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