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Linguagista

«Sobremaneira» sem anteparos

É agora

 

 

  «Interessa-me, no entanto e de sobremaneira, esta agitação dos partidários do “não” que, de repente, entraram em pânico e tomaram consciência de que a possibilidade de secessão era uma realidade e não uma simples quimera. A comoção gerada pelas sondagens foi tal que o ministro das Finanças de Cameron veio prometer 
uma ampla devolução de poderes em matéria fiscal e orçamental no caso do [sic] “não” ganhar” [sic]. E de um modo oficioso, rompendo a tradicional discrição e comedimento — de resto, impostos pela Constituição —, a própria casa real britânica deixou passar para os jornais um grande incómodo e desconforto [sic] com uma eventual vitória do “sim”» («O ricochete inglês (da Europa para a Escócia)», Paulo Rangel, Público, 9.09.2014, p. 44).

      Paulo Rangel tem de saber que o advérbio «sobremaneira» não precisa do anteparo de nenhuma preposição.

 

[Texto 5022] 

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