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Linguagista

Persiste a confusão entre «cidra» e «sidra»

A minha homenagem

 

      «A Selza promete agitar o mercado português das bebidas. É uma água com gás que tem 5% de álcool e que compete com as cidras e as cervejas por causa da cana de açúcar e das baixas calorias. Lima-hortelã e manga são os dois sabores disponíveis» («Fazedores», Diogo Ferreira Nunes, Dinheiro Vivo, 27.03.2021, p. 24).

      «Desde os seis anos que leio, vejo e oiço notícias», lê-se no perfil do jornalista. Desde os seis anos... E, contudo, até hoje não conseguiu perceber que há cidra e sidra. Uma das minhas memórias mais vívidas é, muito pequeno ainda, estar no chão em cima de jornais a decifrar o que podia, a fazer recortes, a brincar. Não fui para jornalista. Um dos jornais de que mais gostava era O Comércio do Porto, que o meu tio Plácido deixava em casa do meu avô Manuel Maria (não era, repito, filósofo). Mas para que vos estou a contar isto? Conheço-vos de algum lado? Andor!

 

[Texto 14 962]

A propósito de «estada» e «estadia»

A nossa parte

 

      Está bem que a professora é ignorante, mas que serviço presta a Porto Editora à língua e à cultura ao definir em estadia que é tanto a «residência durante um período de tempo; estada; permanência», como o «tempo que o capitão de um navio fretado é obrigado a permanecer no porto de chegada»? Então andamos aqui nós a dizer e a fazer o contrário e depois é isto? Temos de ENSINAR as pessoas, os falantes, não temos de seguir os seus erros, louvaminhá-los por serem carneiros. Temos de condenar os seus erros, não caucioná-los. Se, ainda assim, errarem, se se obstinarem, o problema é deles — nós cumprimos a nossa parte. Nem todas as sementes se perderão.

 

[Texto 14 286]