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Linguagista

Acervo e espólio, a confusão continua

Escasso conhecimento da língua

 

      Não sabia que o actor Rui Mendes já tinha morrido. Ah, não morreu? Então, é inépcia da jornalista Maria João Costa: «Entre os espólios doados destacam-se o do antigo bailarino, coreógrafo e figurinista Armando Jorge, o espólio e a biblioteca do ator e encenador Rui Mendes, a coleção de manuscritos originais do dramaturgo Carlos Selvagem doada pela família, o acervo da pintora, figurinista e cenógrafa Vera Castro, doado por Rui Morais e Castro e por último um quadro do pintor Manuel Amado» («Espólios de Rui Mendes e Armando Jorge doados ao Museu do Teatro e da Dança», Maria João Costa, Rádio Renascença, 20.07.2021, 14h58).

 

[Texto 15 348]

Persiste a confusão entre «cidra» e «sidra»

A minha homenagem

 

      «A Selza promete agitar o mercado português das bebidas. É uma água com gás que tem 5% de álcool e que compete com as cidras e as cervejas por causa da cana de açúcar e das baixas calorias. Lima-hortelã e manga são os dois sabores disponíveis» («Fazedores», Diogo Ferreira Nunes, Dinheiro Vivo, 27.03.2021, p. 24).

      «Desde os seis anos que leio, vejo e oiço notícias», lê-se no perfil do jornalista. Desde os seis anos... E, contudo, até hoje não conseguiu perceber que há cidra e sidra. Uma das minhas memórias mais vívidas é, muito pequeno ainda, estar no chão em cima de jornais a decifrar o que podia, a fazer recortes, a brincar. Não fui para jornalista. Um dos jornais de que mais gostava era O Comércio do Porto, que o meu tio Plácido deixava em casa do meu avô Manuel Maria (não era, repito, filósofo). Mas para que vos estou a contar isto? Conheço-vos de algum lado? Andor!

 

[Texto 14 962]