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Linguagista

Mais confusões

Olhe que não

 

      «Ainda hoje ao almoço estava a observar várias crianças portuguesas que, à mesa com os pais, viam o Luccas Neto no Youtube e (pasme-se!) conseguiam conversar tranquilamente com os circundantes em português de Portugal» («Linguística para psicólogos. Precisa-se», Margarita Correia, Diário de Notícias, 13.09.2021, p. 28).

      A cronista queria escrever circunstantes, isto é, as pessoas que estavam à volta das crianças. Circundante é outra coisa: é meramente adjectivo e significa «que circunda, que rodeia». E já que aqui estamos, deixem que diga que não compreendo a pontuação do título. Onde está ponto, devia estar vírgula: «Linguística para psicólogos, precisa-se». Já quanto ao fundo da crónica, concordo: a reportagem «O Brasil está a invadir o vocabulário dos mais novos», publicado na Notícias Magazine a 26 de agosto, expressa uma opinião completamente desinformada quanto à linguística.

 

[Texto 15 454]

Acervo e espólio, a confusão continua

Escasso conhecimento da língua

 

      Não sabia que o actor Rui Mendes já tinha morrido. Ah, não morreu? Então, é inépcia da jornalista Maria João Costa: «Entre os espólios doados destacam-se o do antigo bailarino, coreógrafo e figurinista Armando Jorge, o espólio e a biblioteca do ator e encenador Rui Mendes, a coleção de manuscritos originais do dramaturgo Carlos Selvagem doada pela família, o acervo da pintora, figurinista e cenógrafa Vera Castro, doado por Rui Morais e Castro e por último um quadro do pintor Manuel Amado» («Espólios de Rui Mendes e Armando Jorge doados ao Museu do Teatro e da Dança», Maria João Costa, Rádio Renascença, 20.07.2021, 14h58).

 

[Texto 15 348]