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Linguagista

Como se escreve por aí

Mais depressa se resolverá a crise climática

 

      «No Porto, onde tudo começou há duas décadas, como agora, na Arábia Saudita, é a desenvolver projetos que Cândida Pestana se sente à-vontade» («A portuense que quer pôr a Arábia Saudita no topo da arte», Sérgio Almeida, Jornal de Notícias, 27.12.2025, p. 30). Com menos de duas ou três pós-graduações não chegam lá.

[Texto 22 177]

Como se escreve por aí

Ora bolas

 

      «O galego Agustín Álvarez entrou, com outros dois tripulantes equatorianos, num narcosubmarino. A missão era complicada, mas o pagamento compensaria: quase 50 mil euros. Agustín só tinha de pilotar a embarcação e fazer uma travessia histórica pelo Atlântico, entre a Colômbia e a Península Ibérica» («Combate ao tráfico de droga é uma guerra “que não se pode vencer”. Mas em Lisboa há um organismo europeu — com civis — que o tenta», Miguel Pinheiro Correia, Observador, 27.12.2025, 17h06).

      Nove vezes aparece a palavra, nove vezes mal escrita. Qual a dúvida, Miguel Pinheiro Correia, de que se escreve «narcossubmarino»? Vai dizer-me que não aprendeu isto ainda no 1.º ciclo?

[Texto 22 173]

A estatística, a lógica e os jornalistas

Não me palpita

 

      Como muito bem reparou o leitor R. A., o que diz o estudo é que a estimativa actual é o dobro da estimativa anterior, não, como se lê na notícia da Rádio Renascença, que em Portugal as pessoas com epilepsia são o dobro do estimado. A diferença não é de pormenor: uma coisa é actualizar uma estimativa anterior, outra é sugerir, como faz o título, que os casos de epilepsia duplicaram. O número real não mudou; o que mudou foi a aproximação a esse número. Além disso, a própria formulação é ilógica: dizer que «as pessoas são o dobro do estimado» é, em si, apresentar uma nova estimativa, não uma contagem efectiva. Saberá o jornalista ver a diferença? Hum...

[Texto 21 820]