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Linguagista

Erros de sempre e para sempre

Se tivesse revisão, não acontecia

 

      «Manuel Maria Carrilho ataca de novo, com um livro de ressonância “Zoliana”, intitulado Acuso. E qual é o destinatário da acusação? A Justiça» («Carrilho Zola», Visão, 23.05.2024, p. 19). Há vários adjectivos relativos a Zola — zolesco, zolaesco, zolaísta, zolaico, zolista —, o jornalista tinha logo de inventar um. Não deixa de ser um erro, sejamos claros, mas o pior nem está aí: nós não temos, já o ando a dizer vai para vinte anos, adjectivos próprios, isso é no inglês.

 

[Texto 19 855]

Como se escreve por aí

Não queiram saber

 

      «Com os candidatos ou sem eles – que o diga o Chega – a campanha para as europeias faz-se por estes dias nas ruas, e anda animada. Aqui e ali deselegante? Talvez. Mas nem o PS tem intenção de pedir desculpa a Sebastião Bugalho, a quem Marta Temido acusou de “imaturidade” (depois de o cabeça de lista da AD ter classificado como “dia de festa” a receção ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky), nem Cotrim de Figueiredo retirou uma vírgula à expressão “eurosonça”, que usou para criticar a posição do BE em relação à Ucrânia» («Um plano para o SNS, animação de rua e um Presidente preocupado», Mafalda Ganhão, Expresso Diário, 29.05.2024).

      Nunca o vi bem escrito até hoje — e também nunca o vi tão mal escrito, porque, de uma penada, Mafalda Ganhão pespegou-lhe com dois erros.

 

[Texto 19 839]