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Linguagista

Etimologia: «Ramadão»

Ir mais além

 

      «A palavra Ramadão tem origem na palavra árabe ramida, que pode significar “calor severo”, “terra queimada” ou “falta de provisões”, possivelmente pelo facto de se ter celebrado este jejum pela primeira vez durante aquele que foi o mês mais quente do ano. No sentido figurado, a palavra Ramadão refere-se a um ritual de queimar os pecados, tal como o sol queima a terra» («Do Egipto à Turquia — o mundo islâmico celebra o Ramadão», Ana Sousa, Observador, 11.04.2022, 15h17).

      Isso mesmo, mas o dicionário da Porto Editora, na parte da etimologia, diz que vem «do árabe ramadān, “o nono mês do calendário islâmico”». Ora, obrigadinho, claro que vem — mas o mais elucidativo é dizer o que significa na língua de onde provém. No Online Etymology Dictionary, por exemplo, lemos que é o «ninth month of the Muslim year, period of the annual thirty-days’ fast, 1590s, earlier Ramazan (c. 1500), from Arabic Ramadan (Turkish and Persian ramazan), originally “the hot month,” from ramida “be burnt, scorched” (compare Mishnaic Hebrew remetz “hot ashes, embers”). In the Islamic lunar calendar, it passes through all seasons in a cycle of about 33 years, but evidently originally it was a summer month».

 

[Texto 16 192]

Léxico: «guerra fria»

Perdido na tradução

 

      «En 1947, Walter Lippmann ya había acuñado su famosa frase “las exclusivas de hoy envolverán el pescado de mañana”. Ese año, este sagaz analista político, con un impresionante acceso a los centros de poder, publicó su libro The Cold War y popularizó la expresión guerra fría que ha llegado a nuestros días con todo su vigor» («El hombre que bautizó la guerra fría», Jesús Flores, La Voz de Galicia, 2.02.2022, p. 48). É pena que tudo isto — a origem, a autoria — seja omitido nos nossos dicionários.

 

[Texto 15 958]